
Conseguir a aprovação de um projeto pela Lei de Incentivo ao Esporte já não garante a chegada dos recursos. Em 2026, clubes, institutos e entidades esportivas enfrentam um cenário mais competitivo, em que empresas avaliam não apenas o benefício fiscal, mas também a credibilidade da instituição, a qualidade da gestão e o impacto social da iniciativa antes de decidir pelo investimento.
A mudança acompanha a entrada em vigor da Lei Complementar nº 222/2025, que transformou o incentivo fiscal ao esporte em uma política pública permanente e reforçou exigências relacionadas à governança, transparência e prestação de contas. Na prática, especialistas avaliam que a profissionalização passou a ser decisiva para atrair patrocinadores.
Empresas analisam muito mais do que o incentivo fiscal
Segundo a advogada especialista em Direito Empresarial e fundadora da Assessoria Talento, Rafaella Krasinski, a aprovação continua sendo uma etapa obrigatória, mas deixou de representar o principal desafio.
Ela explica que as empresas passaram a comparar projetos, analisar quem será responsável pela execução, verificar indicadores de impacto e avaliar a segurança jurídica e financeira antes de destinar recursos. O incentivo tributário segue importante, porém já não é suficiente para definir a escolha.
Governança e transparência ganham protagonismo
Com o novo marco legal, organizações esportivas passaram a disputar investimentos não apenas entre si, mas também com projetos culturais, sociais, educacionais e ambientais que utilizam mecanismos semelhantes de incentivo fiscal.
Nesse cenário, planejamento, controles financeiros, prestação de contas, indicadores de desempenho e capacidade de execução passaram a pesar cada vez mais na decisão dos patrocinadores.
Para Rafaella, a captação de recursos deixou de depender apenas de bons relacionamentos e passou a exigir uma estrutura profissional, capaz de transmitir confiança desde o primeiro contato com a empresa interessada.
Aprovação é apenas o começo
Especialistas destacam que a autorização para captar recursos representa apenas a porta de entrada de um processo muito mais competitivo.
Projetos que conseguem demonstrar impacto social mensurável, boa gestão e transparência durante toda a execução tendem a fortalecer relações de longo prazo com patrocinadores, que hoje enxergam o investimento incentivado como parte de suas estratégias de responsabilidade institucional e não apenas como uma destinação tributária.
FONTE: https://ancora1.com/noticias/empresas-esto-mais-exigentes-para-patrocinar-o-esporte-s-aprovao-em-lei-de-incentivo-j-no-basta

